O 45° Passo — O Oráculo de Delfos

“Você não pode apenas perguntar o que os consumidores querem, para tentar produzir e entregar-lhes o que foi pedido. Quando você tiver terminado de produzir, eles já vão querer algo diferente.” Steve Jobs.Encobertos pela névoa do amanhecer, eles deixam o acampamento ainda embriagados pela longa partida de Poker de Fibonacci da noite anterior.
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O 45° Passo — O Oráculo de Delfos
O 45° Passo — O Oráculo de Delfos

“Você não pode apenas perguntar o que os consumidores querem, para tentar produzir e entregar-lhes o que foi pedido. Quando você tiver terminado de produzir, eles já vão querer algo diferente.” Steve Jobs.

Encobertos pela névoa do amanhecer, eles deixam o acampamento ainda embriagados pela longa partida de Poker de Fibonacci da noite anterior.

A jornada seria longa, mas com as etapas finalmente mapeadas, o desafio agora seria superar os inúmeros obstáculos ao longo do caminho. Será que as pessoas iriam usar o produto ou suas novas funcionalidades? Quanto elas pagariam por elas? E quantas pessoas se interessariam?

Cansado de ouvir tantas indagações, o Dr. “Indiana” Jones sugere então uma visita ao Oráculo para tentar obter as respostas, mas antes que a equipe pudesse se sentir aliviada, o Dr. Jones os alerta: interpretar as respostas do Oráculo não seria trivial.

Para entender as sábias palavras, seria necessário preparar um MRD (Market Requirements Document) para descrever claramente qual a dor ou problema a ser resolvido pelo produto ou funcionalidade, assim como a justificativa de negócio e a métrica que apontaria o sucesso (ou fracasso) da empreitada.

Percebendo que todos estavam ainda mais confusos, o Dr. lembrou já haver uma abordagem simples de engenharia reversa usada pela deusa do e-commerce, a Amazon. Ao invés de começar por uma ideia e imaginar como o cliente se encaixa a ela, a deusa trabalhava de trás para frente, começando pelo cliente.

Esse formado começava com um press release anunciando o novo produto ou funcionalidade. Descrevendo uma narrativa ao redor da dor ou problema, de como as alternativas existentes deixam a desejar, e como o novo produto ou funcionalidade iria melhorar a vida de quem a usasse. Era uma maneira inteligente e barata de testar e iterar:

  • Título — Nomeie o produto ou funcionalidade de maneira que o leitor (o tal do cliente) o entenda.
  • Subtítulo — Uma sentença descrevendo o mercado para o produto e o respectivo benefício.
  • Sumário — Se o leitor não ler mais nada, o que você gostaria que ele lembrasse?
  • Problema — Descreva a dor ou problema sendo endereçada.
  • Solução — Descreva como as funcionalidades apazigua a dor definitivamente.
  • Citação da empresa — Uma citação direta de um representante da sua empresa.
  • Por onde começar? — Apresente o quão fácil é começar usar o produto.
  • Citação do Cliente — Uma citação hipotética de um cliente descrevendo o quão maravilhoso é o produto.
  • Call-to-Action — Aonde clico para comprar?

Se o press release for difícil de escrever, é porque o produto ou funcionalidade provavelmente não prestam. É imprescindível perguntar exaustivamente e aprender interpretar o Oráculo, até se obter um press release perfeito.

Já consultou seu Oráculo hoje?

Edson Rigonatti

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Edson Rigonatti

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