Neste episódio do Astella Playbook, Daniel Chalfon conversa com Pedro Bobrow, cofundador da Comp, sobre como a inteligência artificial está redesenhando cargos e salários, o futuro de quem está começando a carreira, o peso do equity na remuneração de startups e o modelo forward deployed.
Um paulista que foi estudar engenharia da computação nos Estados Unidos e trabalhou na Lyft, no Vale do Silício, Pedro conta como acabou obcecado pelo mundo de "people". A tese dele é que a coisa mais importante de qualquer empresa são as pessoas. Assim, o RH é o produto interno responsável por melhorar a experiência de quem trabalha ali.
É isso que a Comp busca operacionalizar ao ajudar times de RH a se tornarem "AI native": em vez de vender só software, a empresa coloca seus próprios profissionais dentro do cliente (no modelo chamado forward deployed) para construir um sistema operacional interno de recrutamento, desenvolvimento, promoção e reconhecimento.
A conversa também passa pela leitura de mercado que a Comp tem a partir da base de mais de 2 milhões de salários que acompanha. Na entrevista completa, Pedro comenta sobre os cargos que se valorizam (como engenharia de dados), os novos papéis que surgem com a IA e a reconfiguração do trabalho de início de carreira. Pedro discute por que o júnior "apertador de botão" tende a desaparecer, enquanto quem aprende rápido fica cada vez mais disputado, e por que programas de estágio e trainee só fazem sentido quando são redesenhados, em vez de serem mantidos por mero “teatro corporativo”.
Na parte final do episódio, Daniel e Pedro se aprofundam em um tema de interesse de todo founder: equity e stock optins. Os dois discutem por que muita gente chega "queimada" de experiências anteriores, como a Comp abre janelas de liquidez a cada rodada para transformar papel em dinheiro, e por que o SOP não deveria ser um instrumento restrito à cúpula sênior. O episódio ainda destrincha o modelo forward deployed, discutindo o que ele realmente é, o que costuma ser vendido como forward deploy sem ser, e como isso muda o go-to-market de uma empresa de RH.
"O júnior que as pessoas procuram vai sumir: os apertadores de botões e os fazedores de PPT."





