Em conversa exclusiva como keynote speaker da segunda edição do House of Knowledge @ Silicon Valley, evento da Astella paralelo ao Brazil at Silicon Valley, John Kim, fundador da Sendbird, compartilhou as lições mais duras e mais valiosas de liderar uma virada estratégica em plena era da IA.
A Sendbird tinha oito anos de história quando um sinal pequeno começou a aparecer nos dados. Um produto secundário de chatbot com IA, lançado quase como experimento, havia ultrapassado 50% de todos os trials da empresa em menos de oito meses. Um produto com menos de um ano estava engolindo o produto que havia construído a companhia.
A pergunta que John Kim se fez naquele momento não foi técnica. Foi de liderança: se toda a equipe de gestão fosse substituída amanhã, o que os novos gestores fariam ao entrar nessa sala?
"Eles sairiam do negócio de chat e entrariam de cabeça no negócio de AI agents. Então por que não fazemos isso nós mesmos, agora?"
John chama isso de "o momento Intel", uma referência à decisão de Andy Grove de abandonar o negócio de memória DRAM para apostar tudo nos microprocessadores, quando a empresa ainda era lucrativa no negócio antigo. A lição não é sobre timing perfeito. É sobre a coragem de fazer a pergunta certa antes que ela se torne urgente.
Hoje, 80% da receita da Sendbird vem de produtos de IA. Os 20% restantes são o core business que existia há quase uma década.



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