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Existe uma intuição comum diante de um setor regulado: regulação é moat e consequentemente traz defensabilidade. Logo, mercado regulado é bom. A intuição não está errada, mas está incompleta.
A complexidade do Brasil afasta o generalista. Isso é quase uma constante. A regulação setorial é densa, a especificidade tributária é absurda, a jurisprudência e a linguagem são próprias. O grande player global, inclusive o de IA, não vai investir o esforço de dominar esse contexto, porque pela régua dele o mercado parece pequeno demais para justificar o trabalho. Essa é a mesma lógica do denominador que já explorei antes: medido pelo gasto em software, o Brasil regulado parece nicho. É exatamente nessa janela que o especialista local tem vantagem.
Mas a complexidade afastar o generalista não significa que ela premie o especialista. Essas são duas coisas diferentes, e confundi-las custa caro. A regulação só vira vantagem sustentável dependendo de como ela foi desenhada. Aprendi isso menos na teoria e mais entrando, e às vezes decidindo não entrar, em alguns desses mercados.
Em vez de analisar apenas se o setor é regulado, aprendi a fazer quatro perguntas mais úteis.




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