A segunda edição do House of Knowledge @ Silicon Valley aconteceu dentro da própria AGI House, em Hillsborough, uma das comunidades mais densas e influentes do ecossistema global de IA. O objetivo foi colocar o ecossistema brasileiro em contato direto com o ambiente onde algumas das empresas mais relevantes dos últimos anos deram seus primeiros passos. Rocky Yu, o criador e anfitrião da casa, foi convidado a contar como tudo começou, como a AGI House funciona na prática, qual foi a estratégia por trás dela, e o que esse experimento revela sobre o futuro da IA e das organizações que vão ser construídas sobre ela.
Antes de qualquer tese de investimento ou evento famoso, a AGI House começou com uma pergunta simples: onde estamos, de fato, em termos de tecnologia? Era 2022, o ChatGPT ainda não havia sido lançado, e Rocky Yu, que já tinha trabalhado nos primeiros dias do CUDA da Nvidia e fundado uma empresa de aceleração de vídeo e áudio em cima dessa plataforma, trouxe para uma casa em Hillsborough alguns dos melhores pesquisadores de IA que conhecia. Seis PhDs de Stanford, todos voltados para a fronteira técnica, e todos acabaram largando o doutorado para fundar empresas.
Esse foi o começo da AGI House, hoje um dos espaços mais densos e influentes do ecossistema de IA global, reunindo não apenas pesquisadores, mas também empreendedores e construtores de produto que operam na interseção entre ciência e mercado. Perplexity, Cognition, LangChain e dezenas de outras empresas relevantes passaram por lá em seus primeiros dias, e o cientista-chefe do modelo mais recente da Meta jantou naquela mesa antes de ser contratado por Mark Zuckerberg por US$ 100 milhões.
"A vida é como um pedaço de giz. Você nunca sabe o que vai levar onde."
Rocky conta isso sem vanglória. Para ele, a AGI House não é um clube exclusivo, mas uma aposta numa crença mais simples e mais profunda: a de que a IA é uma tecnologia fundamentalmente coletiva, construída na troca entre pessoas que realmente entendem o que estão fazendo.

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