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O que a transição de founder para investidor ensina sobre avaliar empresas

Elementos que a jornada empreendedora me ajudou a enxergar com mais clareza ao me relacionar com quem está construindo uma startup
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O que a transição de founder para investidor ensina sobre avaliar empresas
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Foto de Jamie Street na Unsplash

As early stage startups têm poucas dezenas de pessoas, finanças corporativas quase inexistentes, processos em formação e uma narrativa muito consolidada na cultura dos founders, mas ainda sem comprovação na operação. Mesmo assim, na ótica do investidor, decisões precisam ser tomadas e esperar a informação ficar completa normalmente significa chegar depois que outros já investiram com convicção.

Por isso, em early stage, dizemos que “pessoas” é o critério dominante. Não é um jargão, mas uma necessidade. Dado financeiro é escasso, produto ainda está em formação, mercado é hipótese. O que sobra para avaliar é a capacidade do founder de decidir bem com informação incompleta, aprender rápido e manter a execução quando o plano original não sobrevive ao contato com a realidade.

Nesse estágio, a narrativa organiza a história, mas não mostra necessariamente a relação de causa e efeito que sustenta o crescimento. Um founder pode apresentar mercado grande, produto interessante e tese construída, mas ainda não saber onde e como o capital acelera o processo.

Esse é um ponto crítico em Venture Capital: levantar dinheiro não resolve a ausência de causalidade. Se o founder não entende por que cresce, onde perde eficiência e qual alavanca move o cliente, o investimento não acelera uma máquina; acelera uma hipótese mal calibrada.

Marcelo Sato

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Marcelo Sato

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