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Do analista ao CFO: qual perfil financeiro sua startup precisa em cada fase

Como a área financeira de uma startup evolui do founder no controle ao CFO estratégico, e por que contratar no nível errado da cadeira custa caro.
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Do analista ao CFO: qual perfil financeiro sua startup precisa em cada fase
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No dia a dia de investidores, é frequente recebermos pedidos de ajuda com contratação de C-Levels. Quando a cadeira é para liderar o financeiro, surgem dúvidas que devem ser esclarecidas antes de partir para o recrutamento. Antes de pensar no perfil ideal do CFO, é preciso levar em conta se essa cadeira precisa mesmo ser preenchida agora ou se os desafios atuais ainda requerem uma função diferente.

É comum ver founders errando no dimensionamento de suas áreas financeiras. Em alguns casos, deixam a operação apoiada em uma pessoa júnior que não dá conta de arrumar a casa. Em outros, o erro é para cima, com a escolha por um perfil muito senior (e caro) anos antes de a empresa ter uma agenda estratégica de verdade para ocupá-lo. Nos dois casos o custo pode ser alto, seja ele financeiro e de equity, de motivação do time, de processos mal estruturados ou até com resultados que só são percebidos quando apontados em uma due diligence pré-investimento.

O ponto de partida para acertar é entender que "financeiro" não é um cargo, é uma trajetória. A necessidade da empresa muda de fase em fase, e com ela muda o perfil da pessoa que deveria estar sentada na cadeira. O que resolve o problema no pré-seed é diferente do que resolve na Série A, que é diferente do que resolve quando a companhia passa a lidar com dívida, fundos institucionais e rodadas de dezenas de milhões de dólares.

Para destrinchar essa evolução, conversamos com Bruno Peroni, Principal do time de investimento da Astella, que acompanha de perto essa dor no portfólio, e com Frederico Braga, CFO da Omie, que chegou à cadeira quando o negócio estava pré-Série A, com um escopo enxuto na época, e cresceu com a empresa ao longo do tempo.

Gabriel Ferreira

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